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Os projetos futuros da Internet sufocam e escondem a necessidade de fazer bem o que está aí hoje |
Web 2.0, conteúdo participativo, equipamentos eletrônicos sem fio e convergentes, busca orgânica e otimização de sites. A enxurrada de assuntos e propostas novas de para onde a tecnologia e a Internet estã indo é tão ampla que caímos na armadilha da gambiarra.
Sou defensor claro da evolução das coisas, mas detesto o papo de que o “bom é inimigo do ótimo”. Acho que depois da bolha da Internet, estamos passando pela Era da Internet bolha, chata, sem nada tão novo sendo feito que não seja fruto de cópia ou de projetos Maria vai com as outras. Onde andam nossa criatividade e competência? Para onde vamos sem planejamento e sem gestão?
Já não bastassem alguns conceitos que nem começaram a ser compreendidos pela maioria das pessoas chegarem à tona, que outros “fabricados” entram para confundir como o Web 3.0 e 4.0. Calma. Mal estamos fazendo direito nosso feijão com arroz 1.0 e já falamos na 4.0? Parece até filme da série “Tubarão”, incluindo o medo de nunca acabar a série.
Por que não focamos em solucionar de verdade o que já temos para que os resultados venham logo? Existem ferramentas muito bacanas que, se estivessem sendo usadas ao menos 50%, certamente impulsionariam bem o mercado. Mas o que ocorre é que, como estamos sobrecarregados de projetos futuros, fazemos “o que dá” nos que existem. Quando ocorre algum problema, adivinha? Damos um jeitinho e seguimos.
Isso serve para os celulares, notebooks e afins. Na ânsia por lançar coisas novas sem parar, presenciamos dia após dia problemas, bugs e um monte de falhas nos produtos, isso sem falar no tempo de validade de cada um deles que é cada vez mais curto.
Gostaria que o mercado e que todos nós dedicássemos esforços para garantirmos uma navegação intuitiva de verdade, ou discutirmos como colocar áudio nos atuais silenciosos sites e em usar de forma interessante o conceito da participação do usuário. Temos muito que fazer ainda. Não proponho que a gente deixe de estudar para onde vamos. Mas gostaria apenas de lembrar que quanto melhor estiver feito o trabalho agora, mas fácil e útil será a evolução da tecnologia. E para isso, precisamos que cada um faça o seu melhor. E não admita ser bom no que faz. Afinal, quem não agüenta que beba leite!

