Operadoras começam a focar na receita da propaganda no celular | Wanise Ferreira, de Barcelona*

Empresas já se preparam para nova fase da mobilidade na Internet que pode aumentar suas rentabilidades

As operadoras e outros players envolvidos com o mercado de telefonia móvel começam a chamar a atenção para uma fonte adicional de receita que, até agora, não estava em suas mãos: a propaganda no celular. Quase como um mantra, o tema foi repetidos em vários paineis realizados no Mobile World Congress, que está sendo realizado em Barcelona. Para isso, é necessário avançar com novos serviços na Internet móvel e soma-se ainda o conhecimento detido por essas companhias pelo consumidor. "Nós temos uma série de dados sobre esse computador, mais do que as companhias de Internet", disse hoje Arun Sarin, presidente da Vodafone.

Holger Knoepke, vice-presidente executivo da T-Mobile, comentou que o potencial do mercado de busca pela Internet é enorme e que a receita direta que pode ser gerada com isso são os links patrocinados.  Na rede fixa, a busca éa campeã no tráfego gerado na rede. Entre as receitas indiretas que podem chegar às operadoras, diz o executivo,  estão o direcionamento da geração de conteúdo pelos usuários, as receitas de propaganda no celular e o próprio tráfico gerado para esses movimentos.

Já entre os obstáculos estão a necessidade de serviços que tenham relevãncia para o consumidor, a padronização dos formatos, e disponibilização de mais aparelhos que permitam o acesso à web na tela móvel. "A busca precisa ser adaptada para a Internet móvel", ressaltou.Steve Boom, vice-presidente executivo do Yahoo, diz que em um ano já houve muito avanço na forma de levar os sistemas de busca para o celular. Ele considera necessário que as plataformas móveis dêem a visibilidade necessária para esses serviços, concorda sobre a questão da relevância e acrescenta ainda a disponibilidade e os serviços de valor agregado como fundamentais para ampliar a penetração.

Sarin aposta no crescimento rápido da Internet móvel lembrando que a receita sobre os serviços de dados cresceu na Europa cerca de 40%. Mas ele considera que entre as novas oportunidades a propaganda passa a ganhar peso. "Nós sabemos se nosso consumidor é homem, mulher, onde ele vive, que hora do dia ele fala", ressaltou. Essas informações, na sua opinião, podem vir a se transformar em uma importante fonte de receita para as empresas.

* A jornalista viajou a convite da Nokia.