Oportunidades em transmissão, core de rede e serviços devem levar a bom resultado, prevê Jonio Foigel.
A saída da CEO da Alcatel-Lucent, Patricia Russo, por conta do fraco resultado apresentado pela empresa nos últimos meses não afeta o resultado da subsidiária brasileira. Jonio Foigel, presidente da Alcatel-Lucent Brasil, está otimista quanto ao mercado brasileiro este ano e mantém sua perspectiva de crescimento para 2008, de 20% sobre o faturamento do ano passado, cujo valor, entretanto, não é revelado. Apesar de ter ficado fora do mercado de plataformas de terceira geração, ele diz que a empresa tem garantido participações significativas em transmissão, onde já era forte, em core de rede e na área de serviços.
A queda de Patricia Russo ocorreu logo após a empresa apresentar um prejuízo de 1,1 milhão de euros no segundo trimestre, o sexto resultado negativo subseqüente. Para Foigel, de alguma maneira isso já era previsível já que as ações da companhia não subiram como o esperado enquanto a empresa ainda finalizava seu processo de fusão. "Estamos na fase de fusão de culturas, uma das mais difíceis", observou o executivo. Além disso, a empresa passa mundialmente por difíceis cenários macroeconômicos, como a recessão nos Estados Unidos e a forte competição de fabricantes chineses, já bem conhecida por Foigel no mercado brasileiro, que obriga sucessivas revisões estratégicas.
Foigel é otimista também em relação ao desempenho mundial da companhia. Segundo ele, a Alcatel-Lucent encerrou uma fase muito importante da fusão, vive um momento tecnológico muito bom e está bem situada em vários países, incluindo no Brasil, China e países da Europa.
O Brasil, diz, vive um momento muito bom com a volta dos investimentos das operadoras fixas e também da necessidade de as celulares reforçarem suas estruturas de transmissão, na opinião de Foigel. "De alguma maneira a Embratel foi importante nisso ao criar uma competição forte, inclusive no acesso banda larga, e obrigando os concorrentes a reagirem", disse.
Mas ainda há pontos importantes que precisam ser destravados, na sua avaliação. Um deles envolve a aprovação do Projeto de Lei 29, que permite às concessionárias deslancharem seus projetos de IPTV, a finalização do processo de compra de parte do capital da Brasil Telecom pela Oi e, finalmente, a retomada do processo de licitação do uso de licenças de 3,5 Ghz que vai permitir a chegada do WiMAX em maior escala.
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