Barômetro Cisco mostra que as redes móveis responderam por um terço do crescimento no último ano
As redes móveis responderam por um terço do crescimento da base de banda larga no último ano. O Brasil chegou ao final de junho quebrando a barreira dos 10 milhões de acesso, com expansão de 48,3% sobre o ano anterior, de acordo com o Barômetro Cisco. Foram 10,04 milhões de acessos, sendo 8,675 milhões em ADSL, cabo, satélite e wireless fixo e 1,314 milhão em redes móveis. Outros 51,7 mil são linhas dedicadas. Com isso, o desafio de atingir os 10 milhões de acessos foi atingido dois anos antes do previsto pela Cisco e pela IDC, responsável pela pesquisa, que já reposicionaram a meta de 2010 para 15 milhões de acessos em banda larga.
Os dados do Barômetro indicam que houve uma desaceleração nas vendas de banda larga móvel no segundo trimestre, refletindo a falta de modems e o gargalo nas redes de transmissão. “As redes foram subdimensionadas, mas ninguém sabia o perfil do tráfego de banda larga”, justifica o presidente da Cisco, Pedro Ripper. Ele destaca que todas as operadoras fizeram compras emergenciais de sistemas e a expansão das redes IP deve estar concluída em, no máximo, dois meses. A partir daí, deverá ser retomada a agressividade nas vendas. Ripper acredita na venda de pelo menos mais 1 milhão de acessos móveis até o final do ano.
Ele pondera que o lançamento da oferta de 3G pré-paga obrigará as teles a se reposicionarem no mercado. Elas ficam em desvantagem, na avaliação do executivo, pelo fato de o ADSL exigir a assinatura de uma linha fixa, que o usuário de celular pré-pago nem sempre tem interesse. O cabo, por sua vez, está posicionado em uma faixa da população de maior renda. “As fixas serão forçadas a reagir”, acredita Ripper, prevendo que a primeira reação será o aumento da velocidade, deixando a queda dos preços para um segundo momento. “O jogo tende a ficar mais equilibrado entre as várias tecnologias”, prevê.
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