Infonetics Research projeta 3,6 milhões de usuários no Brasil até 2011, mas destaca que a Índia é decisiva para o sucesso.
A Índia é o país sobre o qual está depositada a maior expectativa de sucesso para a tecnologia WiMAX. Por conta do tamanho da população e da demanda por banda larga, o país é capaz de alavancar a receita e a influência global da tecnologia. Mas o Brasil também integra a lista das regiões com forte potencial de mercado para o WiMAX, ao lado da Europa e da África, segundo indica a consultoria Infonetics Research no seu mais recente estudo sobre o mercado de redes WiMAX.
O potencial para o mercado brasileiro é calculado em 3,6 milhões de assinantes até 2011, com forte predominância do padrão móvel. O relatório destaca que países com deficiências na infra-estrutura de telecom, como Índia, Brasil e África, sofrem com falta de serviços de banda larga e até com a falta de serviços básicos de voz, que são significantes motores para a adoção do WiMAX. “A Índia é absolutamente crítica para o sucesso do WiMAX e o nível de adoção ajudará a decidir o quão proeminente será a posição do padrão móvel do WiMAX no cenário wireless na próxima década”, pondera o diretor de análises da Infonetics Research, Richard Webb. Análises anteriores da consultoria apontam para uma base global de 6 milhões de usuários de redes WiMAX até o final deste ano.
O relatório também mostra que a liderança no fornecimento de sistemas WiMAX está bastante dividida. No ano passado, Alcatel-Lucent e Alvarion lideraram em vendas na Europa, enquanto a Samsung ficou à frente no mercado coreano. O estudo aponta o Japão como pioneiro na convergência entre o WiMAX móvel e o LTE (Long Term Evolution), com previsão de lançamento de serviços dual mode em 2011. Os números da consultoria indicam que o mercado mundial de WiMAX movimentou US$ 363 milhões no primeiro trimestre deste ano.