Foram 13 votos a favor e cinco contrários à indicação
Mesmo sem o apoio absoluto dos senadores, a Comissão de Infra-Estrutura aprovou, nesta quarta-feira, 20, o nome de EmÃlia Ribeiro para ocupar a quinta vaga do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Depois de adiada a decisão por uma semana, a comissão realizou a votação que resultou em treze votos a favor e cinco contra.
Desta vez, EmÃlia Ribeiro pode rebater as crÃticas e responder as perguntas dos senadores durante as duas horas de sessão. O primeiro membro da comissão a se manifestar foi o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) ao ler o próprio relatório. Ele retomou os questionamentos apresentado pelo relator da comissão, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE). Torres afirmou que a indicação do presidente Lula para a diretoria da agência causou estranhamento por se dar de "maneira bonapatista". O senador sugeriu ainda que EmÃlia tenha sido indicada para aprovar a fusão entre a Brasil Telecom e Oi. "Há grave suspeita de que a indicada teria a missão de trabalhar para 'adaptar a legislação' ao negócio já realizado, constituindo fato consumado que tornaria, na prática, irreversÃvel", disse Torres.
Durante a sabatina, EmÃlia Ribeiro buscou em seu discurso demonstrar que está apta para assumir o cargo de conselheira da Anatel. Ela fez um panorama sobre a evolução do setor na última década e os desafios para os próximos anos, que inclui o debate sobre o marco relatório. "Pretendo integrar o corpo diretivo da Anatel, contribuindo para o debate dos temas em pauta e auxiliando no desenvolvimento institucional do órgão, que será cada vez mais exigido em sua capacidade técnica e na condução ética dos mais interessados e necessitados da sociedade", afirmou.
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Ao ser questionada pelos senadores José Agripino (DEM-RN), Francisco Dornelles (PP-RJ) e presidente da comissão, Marconi Perillo (PSDB-GO), sobre a sua qualificação técnica e sua posição sobre o processo de compra da Brasil Telecom pela Oi, EmÃlia Ribeiro ressaltou que o seu perfil de gestora pública e sua experiência no Conselho Consultivo são capazes de satisfaz as exigências da vaga do conselho. Sobre a sua posição em relação à fusão de empresas de telefonia, ele disse apenas que está pronta para contribuir com debates.
Enquanto respondia à s perguntas dos senadores, ela também mencionou uma de suas primeiras propostas para conselho. Para ela, deve haver um regime público para a banda larga com o foco na massificação do serviço no paÃs. "Quando foi discutida a implantação do plano de outorgas, levou-se em consideração que o serviço de telefone público e privado, por que não discutir, agora, a banda larga pública e privada?", afirmou EmÃlia. Segundo ela, a estrutura de backhaul das empresas de telefonia que leva internet à s escolas públicas também pode a informatizar os sistemas de saúde e segurança pública.
A decisão sobre aprovação de EmÃlia Ribeiro para o conselho foi adiada em uma semana, após o parecer relator ter desqualificado o currÃculo e os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Wellington Salgado (PMDB-MG) pedirem vistas. Nas próximas semanas, o nome dela será submetido à apreciação no plenário da Casa para que seja definitivamente nomeada.
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