Em reunião com as móveis, banco prometeu estudar alternativas para encaixar em linhas de financiamento
Foi realizada hoje uma reunião na sede do BNDES entre o presidente do banco, Luciano Coutinho, e representantes das operadoras móveis. Na pauta, a reivindicação pelo financiamento do pagamento das licenças de terceira geração que foram compradas pelas empresas. A má notícia para as celulares foi a de que não há mesmo uma linha de financiamento destinada para o pagamento de freqüências nem como criá-la nesse exercício. A boa notícia foi a de que Coutinho e sua equipe técnica se comprometeram em buscar alternativas dentro das linhas existentes para ver se é possível encaixar a demanda, ou parte dela, no acesso a recursos da instituição financeira.
As empresas buscam uma forma de financiar o que, ao todo, pode chegar a R$ 5,3 bilhões. As linhas normais do BNDES para investimento são menores e, além disso, envolvem uma série de compromissos com a operação que fogem da atual reivindicação das empresas. Em outros países e em bancos de fomento internacionais há linhas que atingem esse escopo, diz um dos executivos presentes à reunião. Para alguns, a freqüência como o maior bem de uma operadora móvel deveria ser abrangida pela metodologia de crédito das instituições financeiras governamentais.
As empresas têm até o dia 10 de dezembro para efetuar o pagamento das freqüências sem a correção monetária. Elas ainda tentam um adiamento nesse sentido e a Acel encaminhou há duas semanas um pedido formal para o Ministério das Comunicações nesse sentido. A questão envolve a retirada de recursos do caixa das empresas em um momento que o crédito está escasso e caro no mercado financeiro e terá de ser reposto a um custo bem mais alto para bancar os investimentos necessários em 2009.
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