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Nextel: o desafio de manter o crescimento face à concorrência das celulares.

O presidente da operadora, Sergio Chaia, acredita que ainda há muito espaço para crescer, enquanto aguarda o leilão da banda H.

Serio ChaiaA Nextel tem os melhores clientes do mercado de telefonia móvel. São assinantes pós-pagos, com o mais alto ARPU (receita média por usuário) do mercado - US$ 64 -  e baixíssimo churn. Ou seja, são os clientes dos sonhos de todas as operadoras móveis. Manter a base de assinantes e assegurar crescimento a taxas de 40% ao ano são os grandes desafios de Sergio Chaia à frente da Nextel. Ele avalia que o Brasil ainda tem um potencial muito grande para crescer, motivo pelo qual a controladora da Nextel, a NII Holding, elegeu o país como foco de investimentos. A operadora ganhou um reforço de US$ 100 milhões ao orçamento original do exercício para levar a cobertura iDEN à região Nordeste.

É o que falta para a Nextel ser uma operadora nacional, na avaliação do executivo. Com isso, ele acredita que dá para manter a taxa de crescimento nos Mario Carottiatuais níveis por mais alguns anos. A operadora alcançou 1,52 milhão de assinantes no Brasil ao final de junho, com 130 mil adições líquidas no trimestre.

O próximo desafio será partir para a terceira geração. A Nextel tentou, sem sucesso, adquirir freqüências no leilão realizado no ano passado. Agora, aguarda a venda da banda H para entrar na disputa pela oferta de serviços de dados ao mercado corporativo. Mas a aposta na tecnologia iDEN continua. Veja a íntegra da entrevista, que contou também com a participação do vice-presidente de marketing, Mario Carotti.

Por Marineide Marques

Telecom Online - O Brasil é o grande motor de crescimento da Nextel na América Latina. Quais os planos da companhia para o país?

Sergio Chaia - Quando a NII, nossa controladora, compara o Brasil aos outros mercados onde a Nextel está – Chile, México, Peru e Argentina – nota que os três últimos já têm mais de 80% do PIB coberto. Nesses países, a Nextel está praticamente onde o PIB está. O Brasil chegará ao final deste ano com 54% do PIB coberto. Significa que há um espaço, um potencial de mercado, só com o avanço da cobertura no Brasil. Mas a NII, quando olha as nossas operações, também questiona se as nossas métricas são boas. E o Brasil, ao longo dos últimos quatro anos, vem apresentando métricas muito boas. A conjunção de métricas boas com mercado potencial fez com que o foco viesse para o Brasil.

 

Telecom Online - Quando chegaremos a 80% de cobertura no Brasil?

Chaia - O Nordeste era a peça que faltava para que a Nextel fosse considerada uma operadora nacional. Já estamos presentes em praticamente todas as regiões do Brasil e o Nordeste era o que faltava. Fizemos mais de 2 mil conversas com clientes e a ausência de cobertura no Nordeste foi bastante destacada. Então decidimos atender ao que o cliente estava pedindo. Isso significa um investimento importante.

Mario Carotti - Com o Nordeste, chegamos a quase 60% de cobertura do PIB. Não falamos que, no Brasil, vamos chegar a 80% do PIB. Nos outros mercados da NII, a Nextel cobre 80%. Temos muito que crescer aqui, mas não temos um plano de atingir 80% de cobertura do PIB. Pelo menos por enquanto. Esta é uma decisão do acionista. O Brasil é o grande mercado para a NII crescer na América Latina, mas não podemos dizer quando isso vai acontecer.



 
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