Empresa assegura que perda do contrato do Gesac não impactará ritmo de crescimento
A perda do contrato do Gesac (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão) não impactará a rota ascendente de crescimento da BT Global Services no Brasil este ano. A empresa adquiriu há um ano a Comsat, responsável pelo contrato de conectividade com os mais de 3 mil pontos do programa de inclusão federal. Segundo o vice-presidente da BT Global Services na América Latina, João Macias, a importância do Gesac dentro da companhia vem sendo reduzida à medida que novos e maiores contratos entraram no portfólio de clientes brasileiros. O maior deles é com a Caixa Econômica Federal, para quem a BT atende 9 mil casas loterias em todo o país.
O contrato da BT com o Gesac vai até agosto e a empresa deve ser substituída pela Embratel, que ganhou a licitação dos dois primeiros lotes de conexões que já foram a leilão. O resultado ainda não foi homologado. Um terceiro lote deve ir a leilão ainda este ano.
A aquisição da Comsat colocou a BT em um novo patamar na América Latina. Isoladamente, a empresa responde por 70% do resultado da região. Os dados da BT mostram um faturamento de US$ 268 milhões na América Latina no ano fiscal encerrado em 31 de março, com um crescimento de 34% em relação ao ano anterior, na comparação sem os números da Comsat. Segundo Macias, o Brasil representa 50% do resultado da América Latina. Na região, a companhia atende mais de 2 mil clientes, sendo 30 deles corporações globais.
Para este ano, a projeção é de continuar crescendo a dois dígitos. O outsourcing de serviços é um dos carros-chefes do crescimento. Em Hortolândia (SP), a BT mantém um dos quatro centros de outsourcing mundiais do grupo, ao lado da China, Índia e Budapeste. Hoje, 20% do quadro da companhia está envolvido com a atividade e a estimativa é elevar o porcentual para 50% dentro de um ano. Dez clientes globais são atendidos a partir do Brasil e dois outros estão em fase de implementação, segundo Macias.
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